30 de setembro de 2010

Entrevistando uma. . . Treinadora

Entrevistando uma. . . Treinadora – Tânia Neto (Academia José Neto)

Começou no futebol como atleta, guarda-redes no Boavista 3 anos e mais tarde a central, passou por exemplo pelo Leixões e chegou aos Juniores na Academia José Neto, onde agora treina e com algum sucesso. À conta de uma lesão grave no pé direito Tânia teve, quase forçosamente, de desistir de seguir no futebol como jogadora. Virou-se então para uma carreira exclusivamente de “mister”, começando ao lado do seu pai. Foi campeã na sua série no ano passado e este ano continua a treinar na Academia, acumulando funções no futebol como directora dos Iniciados do Sport Progresso, Porto. Tânia tem 19 anos e quem sabe uma boa carreira pela frente. . .

Entrevista

Tiago Teixeira - Nos tempos que correm ainda não é muito comum uma rapariga gostar de futebol, muito menos ser treinadora e menos ainda tendo já algum sucesso. Como surgiu essa paixão pelo futebol, o que te seduziu?
Tânia Neto - A paixão pelo futebol surgiu quando tinha 8 anos, fui ver um jogo do meu pai (é treinador de futebol) e achei aquele jogo fantástico. E pedi ao meu pai para treinar em algum lado, ele levou-me e muito sinceramente não valia nada. Mas com o tempo fui melhorando, fui para a academia do Sporting e ai foi o “ano de luz”. Nesse ano dediquei-me muito ao futebol e ate porque até aos iniciados joguei com rapazes e isso tornou-me mais forte, agressiva e sem medos e isso foi óptimo. Evolui muito e tornei-me uma central com qualidade!

T.T. - Já foste jogadora e na tua formação passaste por alguns clubes bem importantes aqui do norte, mas por infelicidade tiveste uma lesão grave, foi por aí que te viraste para o treinamento? Gostavas de seguir o caminho de treinadora?
T.N. - Não, eu já sou treinadora adjunta desde os 15 anos com o meu pai. Essa paixão por treinar já vem de muito tempo. Sempre me chamou bastante á atenção todo o trabalho do meu pai. Porque não é qualquer um que sabe ler um jogo de futebol, que saiba que pode fazer um exercício em certo tempo, que perceba as cabeças de um jogador e esse é um dos pontos mais importantes no mundo do futebol. Há muita coisa em questão, porque treinadores de bancada, infelizmente, em Portugal temos muitos.

T.T. - O que imagino que seja mais dificil quando se começa carreira como tu é a metodologia de treino, os processos de treino. Como foi para ti?
T.N. - Sim é, mas tive um grande professor. Ao longo do tempo com o meu pai, nos treinos, fui aprendendo os aspectos mais importantes. Os treinos tem de ser por fases e depende muitas coisas e no inicio era difícil, porque eu precisa de saber o porque daquele exercício e porque é que fazemos no inicio do treino e não no fim, há muita coisa em jogo. Actualmente, os treinadores ou professores, interessam-se mais pelas distâncias que um meco tem do outro. Actualmente há muita asneira no mundo do futebol.

T.T. - Um dos segredos, se não o maior, para um alto desempenho dos atletas é o seu estado anímico, aqui o mister tem um papel preponderante. É fácil a comunicação e motivar os jogadores?
T.N. - Não é fácil no inicio, porque se for uma equipa nova em que estejas pela primeira vez, vais ter de perceber todas aquelas cabeças. E saber lidar com elas e varia muito das idades. Eu achei mais difícil quando treinei uns iniciados porque estão na fase da adolescência, é preciso manteres uma certa distância e rigor com eles. E eu só treino homens, que ainda é pior. Principalmente porque sou mulher!


T.T. - Conta-me como são as reacções das pessoas quando vêm uma senhora no banco a comandar 11 homens.
T.N. - No inicio eles estranham. E já ouvi muitas bocas foleiras mas também já tive muitos elogios pelo trabalho que tenho feito ao longo do tempo. E isso motiva-me imenso. mas também há ainda muito machismo no futebol, como é obvio. Já tive um treinador que não me cumprimentou porque “perdeu com uma mulher”. Já tive historias parvas por causa do machismo! E luto contra isso todos os dias!

T.T. - É certo que Portgual é dos maiores produtores de estrelas a nível mundial, mas chegamos a esse ponto sem as equipas de subs forneceram muitos jogadores aos plantéis principais, mas os que vão têm sido sempre escolhas bastante acertadas. Sendo tu treinadora de camadas jovens,achas que se devia dar mais atenção e valor a nossaformação e mais tarde integrar jogadores nas equipas seniores?
T.N. - Acho sim. Principalmente na selecção. Sou completamente contra termos brasileiros na nossa selecção, enquanto há tanto jovem a lutar no nosso pais por um lugar na selecção. E jovens com bastante talento. Temos uma formação rica em talento. Lido com juventude desde o inicio e já vi tanto talento desperdiçado. E isso é triste, muito triste.

T. T. - Técnica ou táctica? Uam equipa a partir dos jogadores ou adapta-se os jogadores ao sistema?
T.N. - Tem de haver um pouco de técnica e táctica, não da para não ter uma. Porque para se formar uma táctica perfeita é preciso ter técnica a nível futebolística e acima de tudo de inteligência. É importante um jogador saber jogar sem bola também. Nos temos de adpatar o sistema aos jogadores que temos!

T.T. - Vê-se a cada abertura do mercado Portugal a dar a grandes ligas grandes jogadores a grandes quantias. Como se vê depois os clubes a recrutar jogadores a miseros testões comparando com as saídas? Isso não contribui negaivamente para a não pregressão do nosso futebol, da nossa competividade e afirmação forte da liga a nível internacional?
T.N. - Eu não sou a favor de pagar milhões a um jogador, como é óbvio. É bom dar-mos o devido valor ao talento do jogador mas sem exageros. Agora a maior parte dos jogadores portugueses vão para clubes de fora e nos recebemos cada vez mais argentinos e brasileiros. Não digo que sejam maus jogadores mas acho que o futebol português não evolui assim.

T.T. - Paulo Bento na selecção, qual a tua posição?
T.N. - Paulo bento é um treinador rigoroso, disciplinado e acho que era um pouco disso que faltava na selecção. E acima de tudo, ele dá muito valor aos jogadores nacionais! E espero que corra tudo bem com ele.

T.T. - Futebol é cultura?
T.N. - É! É uma maneira, principalmente nos jovens, de não irem para maus caminhos. Todo o tipo de desporto é uma cultura actualmente. Ate porque o futebol tem dado brilho aos países.

T.T. - Até onde gostarias de chegar Tânia?
T.N. - Como é óbvio, adorava treinar uma equipa de seniores, em Portugal! Não digo já que gostava de chegar a um “grande” mas ao menos treinar uns seniores e tentar mudar o machismo que há no futebol!

T.T. - Ultimas palavras. . .
T.N. - Espero que haja mais valor ao futebol feminino, porque há muito talento.
E agradecer a entrevista!

Resta-me agradecer a disponibilidade e desejar-te felicidades tanto a nível profissional como pessoal.
TiagoTeixeira'


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(Tânia Neto)

17 de setembro de 2010

Saul Williams - "O Verdadeiro"

Aqui está um senhor que não conhecia mas que passei a ser seu fã desde o momento que o comecei a ouvir. Saul Williams.

Nele vejo o ideal de pessoa que devemos ser, e como MC, um MC como grande devia de ser. Pelo menos ter a knowlegde dele. Afinal trata-se tudo disso, knowlegde. Não sabedoria de saber muito sobre coisas que não interessam ou apenas saber de um assunto, de uma determinada area, mas sim estar ciente de um pouco de tudo e sobretudo ter capacidade para saber, analisar, criticar, agir e reagir ao que vemos ou nos é imposto, uma maneira de marcar a diferença, de tomar uma posição de forma responsável.

Dessa forma e de uma forma global estaremos pronto para ter uma passagem pelo Mundo positiva e importante.

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A maneira como é consciente e de louvar e admirar, por exemplo quando diz que é preciso ter cuidado e atenção no que dizemos aos outros, não só na música mas em tudo o resto. Consciente do poder da música sabe que e preciso selecionar o que dizemos pois podemos estar a trazer algo de negativo para quem nos ouve ou quando fala de Deus subsequentemente do pecado.

Consciência, humildade, sabedoria, cultura geral, emoção e responsabilidade. . . Tudo num só homem.

"Eu só ouvi hip-hop, isso era a minha religião"
"O outro é um mentira. Não há outro. Só há um."
"Os maiores americanos ainda não nasceram, estão pacientemente à espera que o passado morra(. . . )Esperemos que o passado morra."

Bairro Alto - Talk-Shows RTP 2 - Multimédia RTP

Música Narrador - Filho de Deus

Narrador A.K.A. Kanhanga - Filho de Deus ( Angola, 2010)


Narrador - Filho de Deus

15 de setembro de 2010

Ora aí está. . .

Maioria dos europeus "chumba" o euro e portugueses também

<< A maioria dos europeus vê o Euro de forma negativa, mas aprova a integração europeia. Um estudo internacional de opinião publicado hoje revela que apenas 38 por cento dos inquiridos em onze países da União Europeia consideram que o Euro trouxe algo de bom à economia. Já a União Europeia é vista positivamente: 63 por cento dos europeus dizem que a integração na União ajudou as economias dos respectivos países.
(. . .)
Das conclusões é possível deduzir que a moeda única europeia reúne pouco apoio entre os que a utilizam. À questão se o Euro tinha sido bom ou mau para as economias dos seus países, a maioria respondeu negativamente.

Euro foi "coisa má" para 52 por cento dos portugueses

Cinquenta e cinco por cento dos europeus acham que a adesão à moeda europeia foi uma coisa "má" com as percentagens a subirem para 60 por cento no caso da França e 53 por cento no da Alemanha, apesar de estes países terem sido os "pais" do Euro. Em Portugal, 52 por cento dos inquiridos são da mesma opinião.

Os que estão de fora da moeda única não encaram o Euro com melhores olhos. Oitenta e três por cento dos britânicos, acreditam que o euro seria mau para a sua economia. O mesmo pensam 53 por cento dos polacos e 42 por cento dos búlgaros.

Já no que respeita à União Europeia as opiniões são opostas. Mais de metade dos europeus sondados (57 por cento) considerou que as dificuldades económicas que a Europa atravessa deviam conduzir a um compromisso para construir uma União "mais forte".

Entre os portugueses sobe para 70 por cento a percentagem dos que querem mais Europa no combate à crise. Um número que apenas é ultrapassado pelos italianos com 76 por cento.

A excepção a este panorama continua a ser o Reino Unido onde a maioria defende que, na actual conjuntura, "cada Estado-membro deve cuidar de si próprio". >>

Notícia na RTP Online

Ora aí está. . . No principio toda a gente estava contente por termos aderido à moeda ùnica, mas ninguem viu os efeitos perversos que poderia ter caso uma crise acontecesse ou o Euro desvalorizasse. Como em tudo existe vantagens e desvantagens. . . Mas no nosso caso com uma economia que não tem pedal nem nunca teve (terá algum dia?) para as mais competitivas europeias, como a inglesa, e sobretudo alemã, seria de pensar que para nós as vantagens não seriam assim tão significativas, vendo a nível de desenvolvimento económico.
Pois o Euro veio tambem expôr essas diferenças de economias através dos poderes de compra das diversas nações, e Portugal estava e está na mó debaixo.

11 de setembro de 2010

9 de setembro de 2010

Hurricane (Poesia)

Ás vezes a nossa vida não faz sentido
porque nao consigo ver a luz ao fundo do túnel
por quanto tempo vou carregar esta cruz as costas?
Olhos postos num futuro tão incerto
talvez medonho, talvez risonho, talvez. . .
Só Deus sabe como contam uma vez
Não sei o dia de amanhã, uma nova descoberta
uma nova porta aberta, um lugar deserto
um sítio vazio, uma mente erudita
um sentimento na expressão mais bonita
espirito selvagem numa alma que grita
um inquietante suspiro no corpo
uma estrada sem caminho, uma ambição em ponto morto
um desassossêgo na procura do rumo distante

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Isto também é ser Português

« O bom português está habituado a falhar. A chegar lá, àquele instante em que não pode, não deve e não quer, e… puff. Às vezes anda lá por cima, de peito cheio a pairar, a par dos realmente grandes, suportado por estatísticas e coeficientes de circunstância, e é candidato a este mundo e outro. Mas falha. Põe as mãos na cabeça, sente que foi por pouco. Repete que morreu na praia, por um raio de pormenor, um reles de um árbitro, a estúpida bola que deixou rasto na trave, o azar impensável do guarda-redes. Julga que não é justo, diz em voz alta «que fiz eu para merecer isto» e bate no peito, cerra os punhos, volta a inchar de moral, preparado como nunca para voltar a não ter sucesso outra vez. E novamente por pouco.

Tenho a certeza, e vocês também, que vou falhar neste texto. Também eu fazia o que fez Eduardo, rematava em rosca como Danny, chegava ainda mais atrasado do que Almeida ou atirava ainda mais sem nexo do que Quaresma. Falharia ainda mais do que todos eles, com ou sem a minha avozinha ao colo, e sentiria da mesma forma que estive quase lá sem nunca aí ter estado. E eles fariam tão mau papel como o meu, de portátil em frente dos olhos e dedos por estalar, a dizer coisas que não fazem sentido a ninguém. Mas por pouco também. Porque me falta sempre uma palavra…

Se Maradona fosse português teria passado seis ingleses e rematado ao lado. E se em Van Basten houvesse costela lusa, aquele tiro impossível bateria nos dois postes, nas costas de Desaev e sairia por cima. Claro, se Charisteas tivesse nascido por cá ainda cabecearia à figura de Ricardo, entretanto sem norte na pequena área de uma Luz a abarrotar. Está nos nossos genes. Mesmos os que de nós já foram os melhores deixam de o ser quando estão entre compatriotas, ficam cegos de tanto desnorte e desnorteiam também. Por vezes, somos bons quando estamos sozinhos, numa estrada como Carlos Lopes ou Rosa Mota, porque não há mais ninguém para nos lembrar o que somos.

Bem, talvez não nos esteja nos genes, mas é uma consciência colectiva, da qual não nos conseguimos livrar como se estivéssemos a ser estrangulados por um polvo, um verdadeiro e não qualquer figura de retórica ou conotação queiroziana. Gostamos de acreditar que um ser divino nos empurra a bola, que há um líder e esse líder é que sabe, seja bom, mau ou assim-assim, que tem de estar tudo perfeito para tudo o ser realmente. Quando o céu fica mais perto do relvado, os portugueses sentem-se claustrofóbicos, não conseguem respirar, a bola queima e nada ou ninguém estão com eles. O português é um homem sozinho quando corre mal e quando corre bem quando está só.

Também é muito nosso cometer o mesmo erro duas vezes, porque começo a sentir que já escrevi antes este texto. Um brasileiro fez-nos acreditar que com bandeirinhas nas janelas éramos invencíveis e também falhámos com nunca e ao mesmo tempo como sempre. Outro teve um feeling, mas não acreditou que fosse algo mais que black eyed peas contra a Costa do Marfim, o Brasil ou a Espanha. Curvámos-nos sem razão e agora curvaram-nos sem apelo sem agravo. Cipriotas e noruegueses, fregueses de sempre, e agora clientes VIP de ocasião.

A Espanha era assim, mas pegou no polvo e atirou-o para longe, deu-o a comer aos chacais e virou-se para a frente. Alguns bons rapazes decidiram que a história está disponível para ser mudada, e levaram todos os outros atrás. A sorte, se era sorte, mudou. O líder, se é que alguma vez o foi, apareceu. Minorias juntaram-se às maiorias, e a Roja ficou encarnada viva de um momento para o outro. Todas as partes somadas valeram dois títulos. Tantos desastres, depois a vontade uniu-se à fé em si mesmos. Quando não há fórmulas mágicas, ou banha-da-cobra, o caminho mais simples é o melhor. Se é que isso faz sentido algum… »

Em: http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/aloisio-jorge-costa-domingos-fc-porto-walter-maisfutebol/1190292-1304.html

8 de setembro de 2010

Ainda no Séc. XXI

« As autoridades do Irã suspenderam a sentença ao apedrejamento emitida contra Sakineh Mohammadi Ashtiani, iraniana condenada à morte por adultério e por participação no assassinato do marido, informou nesta quarta-feira, 8, o ministro de Exteriores do país.

"O veredicto considerando as questões extramatrimoniais foi suspenso e está sendo revisto", disse o chanceler Ramin Mehmanparast ao canal estatal Press TV.

Sakineh foi condenada em 2006 por manter relações ilícitas com dois homens após ficar viúva, o que, segundo a lei islâmica, também é considerado adultério. Primeiramente a pena foi de 99 chibatadas, depois convertida em morte por apedrejamento.

Em Julho deste ano, seu advogado Mohammad Mostafaei tornou público o caso em um blog na internet, o que chamou a atenção da comunidade internacional. Perseguido pelas autoridades iranianas, ele fugiu para a Turquia, de onde buscou asilo político na Noruega.

O governo brasileiro ofereceu refúgio a Sakineh, o que foi rejeitado por Teerã. A pena de morte foi mantida por um tribunal de apelações, que acrescentou ao caso a acusação de conspiração para a morte do marido. »
www.estadao.com.br/noticias/irao-suspende-apedrejamento

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Pena de morte por adultério de um marido falecido? Sentença de morte por apedrejamento? Vivemos no Séc. XXI e isto ainda é possivel. . . Tantos bandidos livres, terrorista a passear pelo Espaço Mundial, outros presos perpétuos e esta mulher ia sendo morta por ter relações com outros homens enquanto é viúva, e nem provada ficou a tese de conspiração na sua morte. . . Séc. XXI. . .

4 de setembro de 2010

Musica Gotten

Não é só rap. . .

Adam Levine feat Slash - Gotten
Adam Levine feat Slash - Gotten (live)

Selecção Portuguesa

Que vergonha ! Vergonha pelo resultado do jogo, dos jogadores e de tudo o resto, que não é pouco. . .

Isto tudo o que se passa com a FPF, com os jogadores e com o selecionador é um atentado para quem ama o futebol. Tanto me dá para rir como para chorar, porque parece mesmo surreal. . .

Cada um rema para um lugar e interesses diferentes e o resultado é que o avião se vai despenhando, sem pilotos nem pilotos automáticos. E mesmo uma expressão infeliz. Como se não fosse preciso treinador (realmente para o que se tem feito até não).

Começo por questionar como e possível Carlos Quiroz continuar, como? Está visto que o querem por fora, mas cobardes como são não tem coragem de admitir e acabar por quebrar o contrato. Não se percebe como pessoas adultas e com grandes responsabilidades no futebol andam neste joguinhos: quero te mandar embora mas nao te quero dar dinheiro, vamos aqui montar um esquema do vigário pra ver se te vais. (Madail). Sei que não tenho condicões para continuar, isto está tudo de pernas para o ar, mas eu quero o meu dinheiro por isso nao vou embora enquanto ele não aparecer, e enquanto não aparecer vou desmintindo tudo o que dizem sobre mim que há-de passar. (Carlos Queiroz). Brincadeirinhas de criança, enquanto passamos vergonhas frente ao Chipre.

Depois os jogadores não tem condicões também para estarem concentrados e totalmente com olhos postos no jogo, pois tudo a suas voltas está numa confusão. . . Eles sozinhos nunca farão nada, mas também é verdade que podiam sempre fazer mais, e ainda bem que Ronaldo não jogou se não até podiamos ter perdido, dado que desde 2008 que não faz anda cá. . .

Depois os dirigentes da Federação também não sabem para que lado se hão-de virar. Se para Madail e continuar com a historiazinha deleou então fazer as coisas correctamente.

É ridiculo um selecionador ficar suspenso 6 meses e não ser despedido, não fazer nada de espcial com a selecção quando se pede muito mais e não ser despedido, e quando perturba um controlo anti-doping aos jogadores e não é despedido, rossa tanto o ridiculo como á estupidez.

É ridiculo também Madail não ser Homem suficiente e acabar com a história, e á muitos anos que também devia ter saído. "Piloto automático"?

A minha solução é: pessoas com peso no futebol se organizarem e manifestarem-se contra isto, tirar todo e qualquer tipo de apoio a esta direcção e selecionador e formar-se um grupo novo. Que podia passar por Figo, Baía e Rui Costa para a direcção, e contratar um verdadeiro selecionador e de preferência português, por exemplo Jesualdo Ferreira (não é capaz? Foram 3 campeonatos), Manuel José (há muito que o merece) ou Jesus (que podia muito bem acumular funções com o Benfica). Por ultimo Carvalhal, mas este parece ainda menos concensual. E todos trabalharem no mesmo sentido: fazer um grupo forte, coeso, capaz e vencedor. Nos AA e nas seleções jovens. . .

Assim não dá hoje, nem dará amanhã, e meias soluções só servirão para mudar metade e o problema persistir.


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3 de setembro de 2010

Musica Perto do Alcance

Activa-Som - Perto do Alcance

Linhas de Azagaia nas manisfestações em Maputo

É a primeira vez que ouço isto com rappers de lingua portuguesa. Espero que seja só um começo. . . Cá também precisamos, e o Rap também passa por isto: intervenção, estimulo, consciencialização, revolta e luta por uma vida melhor, digna e feliz !

Os manifestantes das graves (eu digo necessárias) revoltas em Maputo recitaram as palavras de Azagaia (sim já sei que ninguem conhece, mas eu digo quem é: Um grande rapper moçambicano equiparado em Portugal com Valete, com quem aliás tem uma musica, que há muito vem despertando as cabeças daquele povo para o lá se passa e incentivando uma tal revolta (não quer dizer que fosse nestes actuais modos) da população.)

Aqui também precisamos do mesmo, porque a maioria nao vê mas caminhamos para o abismo de olhos fechados. É preciso estar sabedor do que por aqui se passa para poder agir bem, o que não acontece.

Mas população de Maputo têm o meu apoio ! Chega ! Chega de brincar com o povo, merecem e merecemos um destino melhor, sem politicos nefastos.
Força Azagaia, força moçambicanos. Provavelmente daqui a umas semanas os destinos serão os mesmos mas pelo menos fica tudo o Mundo ciente que voçês não são cegos, como nós.