José de Sousa Saramago falece na ilha espanhola Lanzarote, Las Palmas, Espanha, por volta das 12:45. A noticia de sua morte corre o Mundo inteiro, isto é prova do seu reconhecimento e notoriedade, reconhecida por órgãos externos ao nosso país e Espanha, onde viveu muito tempo.
O seu estado de saúde já não era famoso como comprovou José Rodrigues dos Santos, na última entrevista de Saramago para uma estação televisiva portuguesa, antes desta trágica data. A sua idade já avançada e uma pneumonia recente que tinha contaminado numa visita a Argentina foram factos determinantes para este desfecho.
Saramago deixa um grande legado, literário, mas não só, deixa sobretudo o seu nome associado a Portugal, o seu Premio Nobel deixa ao país com mais prestígio e chama mais protagonismo para a nossa literatura. Desbravou o caminho, o mais difícil. Foi mais um português a notabilizar-se pelo Mundo fora.
As suas ideologias trouxeram bastantes dissabores e sobretudo polémicas. Saramago fazia questão de exprimir a sua opinião, especialmente sobre as crenças políticas e religiosas, chegando mesmo a criticar o actual Papa. Saramago nunca teve medo de dizer o que pensava nem de sofrer as consequências de tal, algo louvável nos dias de hoje. Essa personalidade pode ter trazido amargos de boca mas deixa satisfação e parte com certeza satisfeito e “sem dever nada a ninguém” na sua estadia e o seu legado.
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